terça-feira, dezembro 25, 2007

Nova aquisição

Boas meu bom povo,

vou aproveiar este post para vos desejar um óptimo Natal (sim, eu sei que já vai um pouco tarde, mas como alguém disse, o Natal é quando o Homem quiser :P) e um excelente 2008 cheio de tudo a que têm direito!

Agora, falando de coisas menos importantes mas mais interessantes a meu ver, encomendei o meu brinquedo novo :) é uma grande objectiva p'rá minha pequena Canon 350D, uma Canon EF 70-200mm f/4L USM. Foi um grande investimento, mas acho que vai valer a pena!
Merry Xmas & Happy New Year
Un beso*

sábado, outubro 13, 2007

Mãos


MÃOS...
com história,
história com...,
com histórias para contar,
com histórias por contar,
com histórias vividas,
com histórias por viver,
mãos mudas,
mãos que falam,
envelhecidas pelo tempo,
à espera de envelhecer,
mãos fortes,
mãos que precisam de ser protegidas,
brancas,
pretas,
moldadas pelo hábito,
à espera de um cinzel,
ásperas,
suaves,
mãos que tocam,
mãos que se perdem no toque,
que protegem,
que se escondem,
que querem ser escondidas,
mãos que lutam,
mãos que fogem,
que fazem rir,
que enxugam lágrimas,
mãos carinhosas,
mãos brutas,
sujas,
limpas,
mãos ricas,
mãos que se estendem na rua,
mãos felizes,
mãos a desejar ser felizes,
mãos frias,
mãos quentes,
enrugadas,
sem rugas,
mãos...
no fundo, as nossas mãos dizem mais de nós que nós mesmos...
Filipa Gonçalves

sexta-feira, outubro 05, 2007

My Moon


Code name: Caeiro


Meus caros, encontramo-nos hoje aqui reunidos para celebrar a entrada do mais jovem membro na minha família, o seu nome é Caeiro e era órfão.
Tudo começou com um telefonema, a minha mãe estava em linha e disse: "este fim de semana tens de vir a casa, vais ser madrinha" e eu: "WHAT??" depois dos devidos esclarecimentos o meu humilde cérebro, sequioso de conhecimento, entrou num processo de ebulição para encontrar um nome e o primeiro que surgiu foi Dostoievsky, perguntei à minha mãe "e que tal Dosto?" (para ser mais pequeno e fácil de decorar), a resposta do outro lado da linha foi clara "Costa???", "Não, mãe. Deixa lá. Fica Caeiro.", " 'tá bem, eu vou apontar". E assim foi... entrou um novo elemento para a família Gonçalves Cantinho.
Bem vindo Caeiro!!

domingo, setembro 16, 2007

Oh yeah, I'm back! :)


Pois bem, após umas longas férias sem postar nada por estas bandas decidi voltar à carga com uma nova paixão: portas e janelas! Eu sei, é estranho, mas é mais forte que eu...
Nestas novas fotos vão encontrar momentos congelados de vários sitios, mas a maior parte é da minha viagem pelo norte da Tugolandia com a Lucie. Agora, com o inicio do 4º e último ano do fantástico curso de LEA, é provável que não faça postgens pelo menos durante umas semanas, mas de qualquer das formas podem sempre revisitar a galeria. Até jáaaaaa***


Santiago de Compostela



Varanda Bracarense


Ferores da feroreira de Cerveira...
As coisas mais simples são sempre as mais belas...


"Estacionamento barcacional" :)



gosto do contraste...


Braga Multicolor







Uma porta conhecida de muitos...
Largo do Paço, Reitoria da Mui Nobre academia do Minho.


Caves Porto Cálem


Espreitar é muito feio...


Puertas que abren y cieran,
que defenden,
que cuentan historias,
que no dejan que salgan historias,
puertas que viven y sobreviven...


Vigo desde o Monte dos Castros



Way in

Way out

É favor ler o que se segue na seguinte foto.


Este mosaico tem uma história engraçada...

Tirei a foto quando fui a Aveiro com a Lucie, minha colega de apartamento enquanto estive em Granada. Estavamos à espera do comboio que não havia (conselho: vejam sempre o numerinho pequenino que indica: não se efectua aos sábados, domingos e feriados oficiais - era Domingo) e estava sentado um senhor no banco ao lado do nosso. O sr. lá começou a falar connosco (a Lucie sorria e anuia, não fala português), contou que viajou quando jogava futebol, que tinha 91 anos, que tinha sido contabilista e, finalmente, que tinha conhecido o pintor destes mosaicos (estação de comboios de Aveiro). Era um conhecido dele e tinha-os pintado em 1936. Eu, admirada, lá fui traduzindo para a Lucie entender e partilhamos a admiração pelo senhor, afinal ele tinha conhecido o "pintador" (palavra 'espanhola' inventada pela Lucie, por sua vez, mais tarde, tornou-se num lutador - El Pintador, decerto já ouviram falar dele!)! Bem, o senhor lá foi, não sem antes se despedir, e levantei-me para fotografar o edificio. Qual não é o meu espanto quando leio no canto inferior direito: 1916, leia-se, o ano de nascimento do nosso amigo. Ai o maroto do Sr.!!



Uma porta

engraçada...

não sei,

acho que gosto de portas...



Windows SEM vista :)



As coisas grandes tb são feitas de detalhes...

crystal clear...
Simplicity...


just a rose...



Uma brobuleta Velenciana...

RedBull Air Race 2007 - Mto calor!!!

terça-feira, junho 05, 2007

"Parece que o encontraram, de madrugada, estirado no ladrilho, todo encolhido no jaquetão delgado, arquejando, com a face coberta de morte, voltada para as varandas de Elisa. Corri ao hospital. Morrera…" Eça de Queiroz, José Matias

Tormes
Junho 07









- Traduzir o conto queirosiano para as línguas românicas -
Seminário Internacional de tradução literária comparada
Espanhol – Francês - Italiano
Universidade do Minho

quarta-feira, maio 23, 2007

Carta sin despedida

A veces, mi egoísmo me llena de maldad,
y te odio casi hasta hacerme daño a mí mismo:
son los celos, la envidia, el asco al hombre,
mi semejante aborrecible, como yo corrompido y sinremedio, mi querido hermano y parigual en la desgracia.
A veces -o mejor dicho: casi nunca-, te odio tanto que te veo distinta.
Ni en corazón ni en alma te pareces a la que amaba sólo hace un instante, y hasta tu cuerpo cambia y es más bello -quizá por imposible y por lejano-.
Pero el odio también me modifica a mí mismo, y cuando quiero darme cuenta soy otro que no odia, que ama a esa desconocida cuyo nombre es el tuyo, que lleva tu apellido, y tiene,igual que tú, el cabello largo.
Cuando sonríes, yo te reconozco,identifico tu perfil primero, y vuelvo a verte, al fin, tal como eras, como sigues siendo, como serás ya siempre, mientras te ame.
Ángel González

Porque sim...


Porque lá no fundo somos todos iguais e boa gente...

domingo, abril 15, 2007

Pois bem, estas últimas semanas decidi voltar às minhas origens e fui visitar o convento que está mesmo em frente a minha casa, onde nasceu a minha mãe e onde passei tanto tempo da minha infância a brincar. É obvio que na altura não me apercebi do verdadeiro valor do sitio onde jogava às escondidas e roubava fruta, por isso, e para me "redimir", decidi explorar um bocadinho mais a fundo a história da Quinta do Convento, já que também faz parte da minha.
A fundação do mosteiro foi feita no período visigótico, séc. VII. Segundo uma inscrição no claustro o mosteiro foi destruído no ano 1000 pelo chefe árabe Almancor, sendo reconstruído em 1018 sob o patrocínio de Ganfried ou Ganfei, um cavaleiro francês que se tornou santo, derivando do seu nome o nome da povoação e do mosteiro.
No século XVIII construíram-se as novas fachada e capela-mor, mantendo o restante da traça românica.
A igreja que está anexada à quinta remonta ao século XII, tendo sido remodelada nos sécs. XVII e XVIII. Esta igreja pertenceu à ordem Beneditina e hoje em dia está classificada como Imóvel do Interesse Público, assim como a quinta.
Quanto às condições das infraestruturas, como se pode ver nas fotos, não são as desejáveis, há mesmo partes que desabaram e outras que estão auxiliadas de estruturas de ferro.
N.B.Estes tonéis datam de 1905 e encontram-se numa área restrita ao público.
Curiosidade: A Quinta do Convento encontra-se neste momento à venda, eu só estou à espera de ganhar mais uns trocos, compro aquilo e mando reconstruir...
Acho que é só, as fotos estão um pouco desorganizadas, mas espero que gostem...
Daquela janelinha vê-se o pátio do lado de trás, onde estvam os chafarizes e os campos.


Chão do segundo andar...


O que suponho que tería sido uma adega, agora em ruínas...
Outra perspestiva da possível adega...

A porta em baixo à esquerda vai dar ao que devia ser uma adega, suponho eu (foto acima). A porta da direita é o acesso ao andar de cima, onde seríam os quartos e uma cozinha.


Aqui suponho que fosse uma espécie de sala de estar das freiras...
Uma das pequenas varandas para o pátio. No centro costumava estar a fonte que agora está no largo em frente à Câmara Municipal de Valença.


Este é o segundo piso do Convento, como dá para ver está completamente em ruínas, mas continua a ter uma história para contar...
Quinta do Convento - arcada


O voo L86 vai efectuar a aterragem